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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Albrecht Duerer - desenho de proporção feminina.

























Tanta poesia se recolhe na incompletude do gesto
tanto gesto nos dedos crespados
tanto silenciamento em teu olhar
tanta reminiscencia nas linhas
do teu corpo
na sinuosidade
de teu equilibrio
teu escudo resguardado
tua clara prontidão.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

No Princípio era o verbo: Albrecht Dürer e Os Quatro Apóstolos

Albrecht Dürer, Os Quatro Apóstolos, pintura a óleo sobre madeira, 1526. 
Albrecht Dürer é uma das mais fascinantes personagens do Renascimento. Nasceu em 1471 e morreu em 1528 no sul da atual Alemanha, na cidade de Nüremberg. Umas das últimas grandes obras que executou foi Os Quatro Apóstolos, pintura a óleo sobre madeira em tamanho natural que ele realizou por vontade própria. O mais comum na época era os artistas executarem obras tão grandes e caras mediante encomenda. Uma vez pronta, doou-a a seus concidadãos, moradores da cidade. Durante algum tempo, a pintura ficou exposta na "prefeitura" às vistas de todos, sendo depois recolhida para a coleção privada de um governante local que retirou da pintura sua parte inferior onde se pode ler trechos transcritos do Novo Testamento. Foi só em 1929 que a pintura, restaurada, ganhou seu lugar definitivo na Alte Pinakothek de Munique (http://www.pinakothek.de/).
Essa pintura sempre me fascinou e recentemente voltei a ela para me deter mais cuidadosamente na relação entre imagem e verbo desenvolvida por Dürer. Essa reflexão foi apresentada no VI Colóquio Sul de Literatura Comparada e está disponível em: http://www.ufrgs.br/ppgletras/pdf/vi_coloquios_lit_comp.pdf


domingo, 13 de julho de 2014

O Cavaleiro, a Morte e o Diabo














Albrecht Dürer, gravura em metal, 1513. Porque sempre é bom dobrar uma esquina da vida, ou de um museu e ser surpreendida pela visão dele. Agradecimentos especiais ao High Museum of Art: http://www.high.org/

quarta-feira, 27 de julho de 2011






















Albrecht Dürer é um dos meus artistas preferidos. Tanto pela beleza de sua obra como pela sua personalidade. Observador e estudiodo incasável para quem a arte era, sobretudo, meio de conhecimento do mundo. E arte também era um mundo a ser conhecido, desbravado. O que dizer de um sujeito que percorreu a pé, por duas vezes a distância do sul da Alemanha até a Itália na tentativa de conhecer a "perspectiva italiana". Geheimliche Perspektive, dizia ele sobre o segredo que descobriu sozinho.
Há alguns anos atrás, ganhei de presente de um amigo, um livro editado em 1970 no qual Wölfflin apresenta e comenta os desenhos de Dürer. Fascinada mais uma vez pelos desenhos, comecei a traduzir este texto, cujo link segue abaixo: 

http://issuu.com/palavraimagem/docs/ana_beck_duerer_por_woelfflin__2011

Para quem quizer conhecer mais trabalhos do Dürer, sugiro estes sites, que são impressionantemente completos e pelos quais já se tem uma boa idéia da dedicação incansável de Dürer:

http://www.albrecht-durer.org/

https://www.artsy.net/artist/albrecht-durer