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quarta-feira, 20 de abril de 2016
Jose Leonilson - poetry
One part of the town
is the path to your home
and the streets know it
they saw me passing by
the town knows it
and so does the time
Jose Leonilson, A cidade sabe e o tempo também,
drawing on paper, no date.
MAM collection: http://mam.org.br/acervo/1997-008-leonilson-jose/
Words translated by Ana Lucia Beck.
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domingo, 3 de maio de 2015
heart paths creating paths - creation landscapes in José Leonilson and Louise Bourgeois
http://issuu.com/palavraimagem/docs/heart_paths_creating_paths_ana_luci
https://www.academia.edu/11426638/Heart_paths_creating_paths_Creation_landscapes_in_Leonilson_and_Louise_Bourgeois
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sábado, 21 de fevereiro de 2015
No Princípio era o verbo: Albrecht Dürer e Os Quatro Apóstolos
![]() |
Albrecht Dürer, Os Quatro Apóstolos, pintura a óleo
sobre madeira, 1526.
|
Essa pintura sempre me fascinou e recentemente voltei a ela para me deter mais cuidadosamente na relação entre imagem e verbo desenvolvida por Dürer. Essa reflexão foi apresentada no VI Colóquio Sul de Literatura Comparada e está disponível em: http://www.ufrgs.br/ppgletras/pdf/vi_coloquios_lit_comp.pdf
sábado, 27 de julho de 2013
Cavando um vazio o rasgo se desenha
A obra de Hermes é, sobretudo,
convite à busca. Busca pelos lugares menos previsíveis de nossa capacidade de
formular: gestos, falas, imagens. Convite à busca de um não lugar que forma-se
no entre. Na fissura proposta por Barthes ou no vazio concebido por
Didi-Hubermann, busca-se uma significação que se esconde em nossos avessos, no
lado de trás, nos sulcos da matéria do papel. Na subversão do papel que deixa
de ser um onde para ser!
Na contramão de um tempo que corre rápido demais, que custa dinheiro demais, que escorre em dias não notados, nos devolve a todos, e primeiro a si próprio, o prazer dos lugares o dos tempos da infância. “Às vezes, é necessário puxar as redes para observar o movimento do mar”, afirma Hermes pescador. Eu, criança, acompanhava às vezes meu avô quando ele ia pescar. Não me importavam muito os bagres que depois viravam ensopado para o almoço, ou os papa-terras deliciosamente fritos por minha avó. Creio que, no fundo, o que me interessava era mesmo olhar o mar. O eterno movimento de ir e vir, de ser sempre diferente, sempre imprevisível, e, talvez por isso mesmo, ser sempre o mesmo infinito.
Hoje, penso que o puxar das redes que Hermes nos propõe, é puxar as redes do tempo, parar um pouco o relógio para olhar para dentro: nossos mares interiores, nossas lembranças, nossas infâncias, nossos retalhos, nossos pedaços, nossos rasgos. Nossas imagens internas que se fazem de pedaços rasgados também. Que se formam – curiosamente – não para além do rasgo, na superação do trauma do rasgo; mas por causa do rasgo. Por causa do rasgo, vivemos todos da possibilidade de lidar – como faz Hermes nesses desenhos rasgados – com a imprevisibilidade: a poesia do movimento.
Hermes valoriza o gesto, mas, nesta série, escolhe radicalizar – e nisso opera uma forte desconstrução ideológica – a concepção do gesto na busca daquilo que, de fato, elabora um desenho: a mão. Não é a decisão pensada, mas a mão quem desenha. A forma não está posta, não é conhecida de antemão. A mão que rasga não controla, é conduzida pelo desejo da descoberta. Descoberta no rasgo. Rasgar-se para dentro. Rasgar a forma é elaborar a escuta de seu próprio gesto. Reconhecer seus impulsos. Quais são os desejos que se escondem por baixo da polpa do papel? Que medos, que procuras conduzem a mão que rasga? Mão que não controla, mas descobre. O gesto, descontrolado, em silêncio, na sutil música da polpa que se separa do papel, elabora o rasgo do desenho. Na contramão de nossa ansiedade de tudo controlar, de tudo possuir, de tudo decidir, abre-se o espaço do desenho que, como em muitas obras de arte, se elabora no entre. Entre a vontade de controle e o desejo do gesto. Entre a dureza da decisão e o acaso da energia posta em movimento. No desejo que carrega a mão, quase como uma carícia internalizada nas paisagens do imaginário, elabora-se o desenho do entre. Entre ontem e hoje. Em um entre sempre impermanente, Hermes evita colar. Seus papéis rasgados, sobrepostos, justapostos, intercalados, associados, são delicadamente amontoados, compostos em obras de pedaços soltos que podem se reassociar, realinhar, recompor, predispor, reorganizar num movimento infinito de um sempre que é sempre o mesmo sendo sempre potencialmente outro. Diferença em potência permanente.
Hermes, como o mar, não finaliza. Não acaba. Apenas nos abraça, nos envolve com sua imagem no tempo de três ondas e meia. Ondas que nos convidam a revisitar nossos próprios lugares de infância, nossas lembranças, nosso próprio imaginário. E, por que não, também nossos medos e segredos. Depois, se recolhe novamente. O que virá carregado pela próxima onda? Valentina e Louise bem o sabem: em algum lugar de nós, a infância dura para sempre.
Na contramão de um tempo que corre rápido demais, que custa dinheiro demais, que escorre em dias não notados, nos devolve a todos, e primeiro a si próprio, o prazer dos lugares o dos tempos da infância. “Às vezes, é necessário puxar as redes para observar o movimento do mar”, afirma Hermes pescador. Eu, criança, acompanhava às vezes meu avô quando ele ia pescar. Não me importavam muito os bagres que depois viravam ensopado para o almoço, ou os papa-terras deliciosamente fritos por minha avó. Creio que, no fundo, o que me interessava era mesmo olhar o mar. O eterno movimento de ir e vir, de ser sempre diferente, sempre imprevisível, e, talvez por isso mesmo, ser sempre o mesmo infinito.
Hoje, penso que o puxar das redes que Hermes nos propõe, é puxar as redes do tempo, parar um pouco o relógio para olhar para dentro: nossos mares interiores, nossas lembranças, nossas infâncias, nossos retalhos, nossos pedaços, nossos rasgos. Nossas imagens internas que se fazem de pedaços rasgados também. Que se formam – curiosamente – não para além do rasgo, na superação do trauma do rasgo; mas por causa do rasgo. Por causa do rasgo, vivemos todos da possibilidade de lidar – como faz Hermes nesses desenhos rasgados – com a imprevisibilidade: a poesia do movimento.
Hermes valoriza o gesto, mas, nesta série, escolhe radicalizar – e nisso opera uma forte desconstrução ideológica – a concepção do gesto na busca daquilo que, de fato, elabora um desenho: a mão. Não é a decisão pensada, mas a mão quem desenha. A forma não está posta, não é conhecida de antemão. A mão que rasga não controla, é conduzida pelo desejo da descoberta. Descoberta no rasgo. Rasgar-se para dentro. Rasgar a forma é elaborar a escuta de seu próprio gesto. Reconhecer seus impulsos. Quais são os desejos que se escondem por baixo da polpa do papel? Que medos, que procuras conduzem a mão que rasga? Mão que não controla, mas descobre. O gesto, descontrolado, em silêncio, na sutil música da polpa que se separa do papel, elabora o rasgo do desenho. Na contramão de nossa ansiedade de tudo controlar, de tudo possuir, de tudo decidir, abre-se o espaço do desenho que, como em muitas obras de arte, se elabora no entre. Entre a vontade de controle e o desejo do gesto. Entre a dureza da decisão e o acaso da energia posta em movimento. No desejo que carrega a mão, quase como uma carícia internalizada nas paisagens do imaginário, elabora-se o desenho do entre. Entre ontem e hoje. Em um entre sempre impermanente, Hermes evita colar. Seus papéis rasgados, sobrepostos, justapostos, intercalados, associados, são delicadamente amontoados, compostos em obras de pedaços soltos que podem se reassociar, realinhar, recompor, predispor, reorganizar num movimento infinito de um sempre que é sempre o mesmo sendo sempre potencialmente outro. Diferença em potência permanente.
Hermes, como o mar, não finaliza. Não acaba. Apenas nos abraça, nos envolve com sua imagem no tempo de três ondas e meia. Ondas que nos convidam a revisitar nossos próprios lugares de infância, nossas lembranças, nosso próprio imaginário. E, por que não, também nossos medos e segredos. Depois, se recolhe novamente. O que virá carregado pela próxima onda? Valentina e Louise bem o sabem: em algum lugar de nós, a infância dura para sempre.
O texto acima foi escrito para a apresentação da exposição "Meus papéis - rasgos e aderências na linha narrativa", exibida por Hermes Bernardi Jr. em maio/junho 2013 no Centro Municipal de Cultura/Atelier Livre de Porto Alegre. A exposição fez parte dos eventos de lançamento do livro "Conchas", de sua autoria, publicado pela editora Edelbra.
Para maiores informações sobre o livro Conchas, acesse: http://loja.edelbra.com.br/conchas.html
Para conhecer mais sobre o trabalho do Hermes em Arte e Literatura, acesse: http://www.hermesbernardijunior.net/
Para conhecer mais sobre o trabalho do Hermes em Arte e Literatura, acesse: http://www.hermesbernardijunior.net/
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
Louise Bourgeois - She lost it
She lost it, obra de performance de Louise Bourgeois realizada em 1992, a partir de uma parábola escrita pela artista em 1947. Durante a performance, atores vestidos com roupas feitas por Louise, desenrolavam-se e enrolavam-se novamente em um pedaço de tecido com frases da parábola impressas. Concomitantemente, foi realizada a leitura da obra "Daddy" de Sylvia Plath.
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Performance
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Imagens Marginais
"Porém o dia em que a palavra do Filósofo justificasse os jogos marginais da imaginação desregrada, oh, então realmente o que estivesse à margem pularia para o centro, e do centro se perderia qualquer vestígio."
Umberto Eco - O Nome da Rosa.
Artigo recém publicado na revista As Partes, para saber mais, acesse:
http://issuu.com/palavraimagem/docs/imagens_marginais__ana_lucia_beck_2010_/1
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DESENHO: teoria e prática,
DESENHOS,
DRAWINGS,
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Textos sobre Arte
sábado, 4 de setembro de 2010
"No lado avesso, o trabalho se revela. Aqui, as palavras são tímidas, escondidas. Mesmo tímidas, configuram um conjunto verbal significativo que desdobra os sentidos primeiros das palavras. [...] “Eis meu coração”, dar. “Ele te pertence”, pertence a quem o recebe, não a quem o dá. “Ouro de artista é amar bastante” reveste-se de novo sentido: “amor de artista é doação”. E, nesse ponto, também o ouro adquire novo sentido: amor de doação é ouro. Ouro é amor de dádiva."
Trecho do artigo publicado na revista Porto Arte a respeito de duas obras de Leonilson (na imagem acima, Voilá mon coeur de Leonilson).
Para ler na íntegra, acesse minha página no ISSUE:
http://issuu.com/palavraimagem/docs/analuciabeck_leonilson_desdobramentos__portoarte
Ou acesse a versão digitalizada da revista:
http://seer.ufrgs.br/PortoArte/article/viewFile/27926/16535
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Textos sobre Arte
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Palavras Fora de Lugar: Leonilson e a inserção de Palavras nas Artes Visuais
Em minha dissertação de mestrado, estudei o estatuto da palavra no poesia. Este estudo fundamentou uma reflexão a respeito da relação entre imagens e palavras em obras poéticas. Afinal, há uma importante parcela de imagem na linguagem verbal. Esta reflexão, inédita naquela época na crítica das artes visuais no País, permitiu-me uma leitura particular de um recorte da obra do artista plástico brasileiro José Leonilson Bezerra Dias (1957-1983). A imagem acima mostra uma das obras analisadas, O zig-zag (1991, Pérolas e renda sobre tecido, 32,0 x 22,0 cm). Para saber mais, acesse a dissertação:
http://issuu.com/palavraimagem/docs/palavras_fora_de_lugar
Para conhecer mais sobre a obra de Leonilson, acesse:
http://www.projetoleonilson.com.br/site.php
http://issuu.com/palavraimagem/docs/palavras_fora_de_lugar
Para conhecer mais sobre a obra de Leonilson, acesse:
http://www.projetoleonilson.com.br/site.php
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