aquele pingo
aquele intervalo
no gota da chuva
faziam da tarde
um grande relógio
tic-tac, tic-tac
na cadência da distância
entre medo e desejo
entre eu e você
tic
tic
tac
chovia o pingo
irrigando tudo
aquela chuva
aquecia-me o coração
cada gota carícia
de um beijo teu
sábado, 11 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
Paisagens do silêncio em Leonilson e Louise Bourgeois
"Ouvir a pedra, ouvir o traço mesmo do lápis sobre o papel, coloca em perspectiva que o artista precisa, em alguns momentos, calar-se. Se é conversação o que a artista busca estabelecer em termos de relação com o material; então esta conversa é realizada na medida em que tece falas e escutas, afirmações e silêncios. A paisagem de silêncios de Louise evoca, por um lado, a impossibilidade de todos nós de comunicarmos verbalmente o inconsciente e os desejos. Mas, por outro lado, evoca a presença do silêncio na fala. O que a princípio pode parecer uma falha, um problema – a impossibilidade de comunicar – rasga o tempo da afirmação autoral ao abrir espaço para a escuta. A potência da escuta, na falência da língua, torna-se marca gravada na pedra."
Comunicação apresentada no II Colóquio Literatura e Paisagem e II Colóquio Internacional Interdisciplinar Literatura, Viagens e Turismo Cultural no Brasil, na França e em Portugal, ocorrido no Rio de Janeiro em Outubro de 2013. Para ler na íntegra, acesse:
http://issuu.com/palavraimagem/docs/ana_lucia_beck_paisagens_do_sil__nc
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Textos sobre Arte
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
pequeno universo criativo 1993
Tu
nadavas no grande mar azul
e eu
lá em cima das pedras
brincava de véu de noiva
meu véu era vermelho
esta história está
escrita no livro dos mistérios
para esta viagem
costurei
um calção floreado para praia
em dia de sol
hoje,
brinco contigo: plágio
não sabes
te pajeio
ou fico
brincando com minha parede
de onde afastei todos os móveis
pois apenas
agora comprei minha própria pele.
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