domingo, 20 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Carlos Nogueira - O Lugar das Coisas




não coleciono nada
junto tudo pedras palavras
perguntas e outras histórias

N contou-me de si

(andamentos possíveis)
o linho branco – o lençol onde desenhas
gestos e outras paisagens
ruído (s)
alongamento
silêncio e coisa nehuma
um número de presdigitação
as palavras são como cerejas

abertura ou outro tempo
sucessivamente
ti
( )

N.B.
muitos outonos são passados
e a hist# é outra

[Carlos Nogueira: textos presentes no trabalho Conjunto de mesa e pintura a condizer e outros fragmentos de um discurso sobre o comum e o cotidiano, 1975-1981. EXPOSIÇÃO O Lugar das Coisas, Fundação Calouste Gulbenkian – 2012.]






Para mais sobre Carlos Nogueira, acesse:
http://www.carlosnogueira.com/homept.html

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


adentrara tempo sem tempo
sem passado sem futuro sem espera
sem urgência
tempo sem cheiro, sem peso
adentrara um não lugar
pleno
de vazio
escorria  a nebulosa intergalática sem fim

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

terça-feira, 27 de novembro de 2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

envio-te daqui
esse cheiro de chuva
- es riecht aber so komich -
esse ar de amor
pedra quente
chuva lasciva
gotas de mim

terça-feira, 23 de outubro de 2012

domingo, 7 de outubro de 2012

Dilema - Antonio Cícero

O que muito me confunde
é que no fundo de mim estou eu
e no fundo de mim estou eu.

No fundo
sei que não sou sem fim
e sou feito de um mundo imenso
imerso num universo
que não é feito de mim.

Mas mesmo isso é controverso
se nos versos de um poema
perverso sai o reverso.

Disperso num tal dilema
o certo é reconhecer:
no fundo de mim
sou sem fundo.


Para mais Antonio Cícero:
http://antoniocicero.blogspot.com.br/

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ENTRE LO QUE VEO Y DIGO...

Octavio Paz
A Roman Jakobson

1

Entre lo que veo y digo,
entre lo que digo y callo,
entre lo que callo y sueño,
entre lo que sueño y olvido,
la poesía.
Se desliza
entre el sí y el no:
dice
lo que callo,
calla
lo que digo,
sueña
lo que olvido.
No es un decir:
es un hacer.
Es un hacer
que es un decir.
La poesía
se dice y se oye:
es real.
Y apenas digo
es real,
se disipa.
¿Así es más real?

 2

Idea palpable,
palabra
impalpable:
la poesía
va y viene
entre lo que es
y lo que no es.
Teje reflejos
y los desteje.
La poesía
siembra ojos en la página,
siembra palabras en los ojos.
Los ojos hablan,
las palabras miran,
las miradas piensan.
Oír
los pensamientos,
ver
lo que decimos,
tocar
el cuerpo de la idea.
Los ojos
se cierran,
las palabras se abren.

Para quem como eu gosta de poesia, ainda maior é a delícia de ouvir no que disse outro outro aquilo que diria para meu próprio outro.
Fica a dica de um excelente blog para pesquisa e leitura de poesias das mais variadas origens:

http://www.antoniomiranda.com.br