sábado, 28 de fevereiro de 2015

Blue trail - seguindo o azul.














Blue trail at (trilha azul em) The National Gallery: http://www.nationalgallery.org.uk/

sábado, 21 de fevereiro de 2015

No Princípio era o verbo: Albrecht Dürer e Os Quatro Apóstolos

Albrecht Dürer, Os Quatro Apóstolos, pintura a óleo sobre madeira, 1526. 
Albrecht Dürer é uma das mais fascinantes personagens do Renascimento. Nasceu em 1471 e morreu em 1528 no sul da atual Alemanha, na cidade de Nüremberg. Umas das últimas grandes obras que executou foi Os Quatro Apóstolos, pintura a óleo sobre madeira em tamanho natural que ele realizou por vontade própria. O mais comum na época era os artistas executarem obras tão grandes e caras mediante encomenda. Uma vez pronta, doou-a a seus concidadãos, moradores da cidade. Durante algum tempo, a pintura ficou exposta na "prefeitura" às vistas de todos, sendo depois recolhida para a coleção privada de um governante local que retirou da pintura sua parte inferior onde se pode ler trechos transcritos do Novo Testamento. Foi só em 1929 que a pintura, restaurada, ganhou seu lugar definitivo na Alte Pinakothek de Munique (http://www.pinakothek.de/).
Essa pintura sempre me fascinou e recentemente voltei a ela para me deter mais cuidadosamente na relação entre imagem e verbo desenvolvida por Dürer. Essa reflexão foi apresentada no VI Colóquio Sul de Literatura Comparada e está disponível em: http://www.ufrgs.br/ppgletras/pdf/vi_coloquios_lit_comp.pdf


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015



















I wear you and take off the days,
There is no history before your hands,
There is no history after your hands,
They call you the alternative,
I do not have language, between myself and my name there is a country,
And I want to incarnate the trees,
I bear witness that I Have covered my name with silence,
Near the sea...

Mahmoud Darwish: Thats her image and this is the lovers suicide. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015








“[…] there is [rather] nudity and us, we who are in the very place of lighting; in other words, it is our gaze which, in opening itself upon the nudity of Olympia, illuminates her. […] we are responsible for the visibility and for the nudity of Olympia. […] we are – every viewer finds this – necessarily implicated in this nudity and we are at a certain extend responsible. You see how aesthetic transformation can, in a case such as this, provoke a moral scandal.” Michel Foucault in: Manet and the Object of Painting.  


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

II

A verdade mais simples de saber é esta que não é preciso dizer. Que lê-se nos olhos. 
O que queres saber afinal? O que achas que posso te dizer quando és incapaz sequer de olhar-me nos olhos?  Quando sequer procuras meu olhar? Quando nem mesmo deixas eu eu encontre no teu olhar o sentido da tua vontade de saber? O que achas que eu posso te dizer, que não queres escutar de ti mesmo?
E eu não sei o que te dizer. Eu sequer sei como agir. A minha confusão interna é tão grande, tão imensa quanto a confusão de tentar ver o que não me olha. E fico tentando antecipar em tua pergunta a resposta para a minha. Conjeturo se minha pergunta não é a mesma pergunta da resposta que esperas.
Perco o fio de meus pensamentos tentando adivinhar se deveria primeiro responder-te ou também perguntar-te. E faço tudo isso para tentar esquecer-me de todas as certezas que habitam meu coração e contra as quais luta em vão minha mente.
Meu coração que ignora simplesmente tal duelo e que te olha através do olhar que não me olha. E eu poderia passar sentada aqui toda a eternidade. Fazendo com que estes segundos, que eu não sei se serão poucos ou muitos, durem para sempre.
Durem toda a eternidade, ou uma eternidade qualquer. Para que eu possa extender ao máximo esta sensação de não saber, de não precisar saber e, principalmente de sequer desejar saber. Viver somente de olhar para o ar entre nosso olhar. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

isso que a vida não era
era o que a vida era dentro de mim
morrer como indigente
com todas as glórias da impermanência

diluir os medos
todos eles
na luz dos dias

deixa a escrita do outro
se esconder em tua escuta
a escuta do outro em tua fala

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Cubo branco ao cubo 1















O espaço expositivo para a arte pensado enquanto espaço neutro que não compete com a obra artística foi traduzido na modernidade pela ideia do museu enquanto cubo branco. Dos que eu conheci, poucos parecem traduzir de maneira tão frenética esta noção quanto o High Museum em Atlanta (http://www.high.org/). Tamanha adesão à crença da neutralidade da geometria do quadrado e do branco produziu em mim um impacto que, enquanto comentário algo irônico, mas sem dúvida enquanto exercício de olhar interrogativo, lanço nesta coleção de detalhes ao cubo de obras expostas no museu.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cubo branco ao cubo 2














Since Modern Art, exhibition spaces have been thought and perceived as a neutral space translated into the idea of a white cube. No other museum I have known relates to this ideal as much as the Atlanta High Museum (http://www.high.org/). Here, the architectural space is all about reassuring the white cube and its geometric standards. Such impact was somehow absorbed by me within a peculiar gaze that sometimes relates and other times ironically comments on this modern idea. Here are some samples of a geometrical gaze to some of the pieces in High’s Collection.