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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


lullaby
le là ici
ne ce pa
le là au là-bas

segunda-feira, 11 de julho de 2011

being naked
my soul at the rain
feeling traces
of touch
listening to everything
but your eyes
looking at everything
but your voice
stuck in traffic
just glimpses of light
and raindrops
in my windshields

domingo, 10 de julho de 2011

perda de tempo querer explicar a sinceridade
ou mesmo uma piada
ou a linha que separa os dois
cada leitor
lê
o que quer
o que pode
o que projeta
lê a si
mais do que aos outros.

sábado, 25 de junho de 2011

Derramar-se em palavras
desejos alados
Tanta esperança asilada
tanto ato refém
da falta de esperança de alguém
Algum outro que eu mesma?
Ou algum pedaço de mim...

Não perder a esperança dói
acaricia minha face
com minha própria mão
não há nada mais aqui
que o futuro de uma lembrança
tristeza que não seja amarga

Ao final,
deveríamos todos viver
apenas de fazer pão e vinho.

sábado, 18 de junho de 2011




aquele chanel lhe fez pensar
nas roupas herdadas
- colcha de retalhos de sentimentos aquecia a alma -
e nas outras tantas que vestia
mesmo não reconhecendo-as ao espelho

domingo, 5 de junho de 2011

um pouco de verdade cabe no mundo
um universo num copo de vinho
felicidade que não quebra não tem lugar




quarta-feira, 25 de maio de 2011

da lista de prazeres singulares
nadar
no mar
andar
na paulista
você

terça-feira, 5 de abril de 2011

















o horizonte lhe ensinou
a ler entrelinhas

domingo, 3 de abril de 2011






















o outro pode ser inspirado
em um outro
mas é sempre um outro
avesso de mim

quinta-feira, 10 de março de 2011

ó insensato coração
que pede nomes
como quem pede pão
que pede sentido
para os sentidos.
acabará
por sentir que os nomes
te alimentam menos
do que o pão?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

How could it ever be
that someone would explain energy with words?
How would it ever be possible
that someone should understand one's desires?
One's impulses…

sábado, 4 de setembro de 2010












esquecer é não
arrepender-se...
é deixar
cair feito gota de chuva
feito rolar na cama
voar no varal
da mente

quinta-feira, 2 de setembro de 2010


















O pensamento lhe ocorreu suavemente
trazido pela espuma de sabão

e se fossem também as primeiras lágrimas
que rolara por cada um que amara
parte de um rito?

parte de um exercício de pureza
de um limpar-se e entregar-se
um desprendimento de todo o passado
de toda vivência
experiência
de todas as marcas e feridas

imacular-se
lavar-se e enxaguar-se com água salmora
pendurar o coração para secar ao sol
pendurar-se ao vento
e dobrar-se com cuidado

depositar-se na prateleira de madeira
à espera
do momento.

sábado, 21 de agosto de 2010























O cansaço lhe tirava a fome
lhe roubava o desejo de alento

decidiu ater-se aos fatos,
cansada que estava de adjetivar a vida

havia dias em que lhe roubavam
a melodia dos pensamentos
de si escutava apenas o vazio
que reverberava no sofrimento alheio

o cansaço lhe impedia
de chorar
de sorrir
de sonhar
de dormir

este cansaço era apenas
vácuo da existência

quando cansava da vida
sentia-se confortável muito longe de casa

o cansaço lhe retirava
o sentido do meu, seu, teu
era tudo e todos ao mesmo tempo

percebia o cansaço
nos sorrisos alheios

naqueles dias
poucos “bom dia”
mudavam seu dia

respondia sorrindo
mas no fundo
emudecia
e tirava rugas do tecido da vida
com vapor quente

segunda-feira, 28 de junho de 2010


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Às vezes, 
amar é calar. 
Outras vezes,
o silêncio fala 
da covardia do desamor.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aula de natação, lição 3425: quando mentimos para nós mesmos, a tendência é produzirmos ao nosso redor uma realidade que caiba na mentira.  É preciso enxergar as próprias mentiras para observar as coisas como realmente são.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

da coleção de palavras guardadas na arca:
incertitumbres...

domingo, 20 de junho de 2010



toda obra é metáfora
toda poesia é verdade
toda verdade
é ficção

quinta-feira, 17 de junho de 2010



Dias de chuva
dias em que adias tudo...
febre criativa,
meu relógio pediu demissão

sábado, 12 de junho de 2010



Ficam certos cheiros nas mãos
Certas dúvidas no coração
Certas marcas no colchão
Certos caracóis nas idéias...

Fica um gosto de vida no ar
E um resto de sono
Que nunca dorme...
Um resto de sonho
Do qual não se lembra ao certo

Uma certa insenzatez...
E resquícios de timidez
– não te entregues ainda. Disse-me ele,
estamos esperando a hora de quê?

Madrugada não tem hora
Entrega não espera final de semana
Amor não conhece idade
Nem experiência de vida...

Sigo nadando na correnteza!