perda de tempo querer explicar a sinceridade ou mesmo uma piada ou a linha que separa os dois cada leitor lê o que quer o que pode o que projeta lê a si mais do que aos outros.
sábado, 25 de junho de 2011
Derramar-se em palavras
desejos alados
Tanta esperança asilada
tanto ato refém
da falta de esperança de alguém
Algum outro que eu mesma?
Ou algum pedaço de mim...
Não perder a esperança dói
acaricia minha face
com minha própria mão
não há nada mais aqui
que o futuro de uma lembrança
tristeza que não seja amarga
Ao final,
deveríamos todos viver
apenas de fazer pão e vinho.
sábado, 18 de junho de 2011
aquele chanel lhe fez pensar
nas roupas herdadas
- colcha de retalhos de sentimentos aquecia a alma -
e nas outras tantas que vestia
mesmo não reconhecendo-as ao espelho
domingo, 5 de junho de 2011
um pouco de verdade cabe no mundo um universo num copo de vinho felicidade que não quebra não tem lugar
quarta-feira, 25 de maio de 2011
da lista de prazeres singulares nadar no mar andar na paulista
você
terça-feira, 5 de abril de 2011
o horizonte lhe ensinou
a ler entrelinhas
domingo, 3 de abril de 2011
o outro pode ser inspirado
em um outro
mas é sempre um outro
avesso de mim
quinta-feira, 10 de março de 2011
ó insensato coração que pede nomes como quem pede pão que pede sentido para os sentidos. acabará por sentir que os nomes te alimentam menos do que o pão?
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
How could it ever be
that someone would explain energy with words?
How would it ever be possible
that someone should understand one's desires?
One's impulses…
sábado, 4 de setembro de 2010
esquecer é não
arrepender-se...
é deixar
cair feito gota de chuva
feito rolar na cama
voar no varal
da mente
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
O pensamento lhe ocorreu suavemente
trazido pela espuma de sabão
e se fossem também as primeiras lágrimas
que rolara por cada um que amara
parte de um rito?
parte de um exercício de pureza
de um limpar-se e entregar-se
um desprendimento de todo o passado
de toda vivência
experiência
de todas as marcas e feridas
imacular-se
lavar-se e enxaguar-se com água salmora
pendurar o coração para secar ao sol
pendurar-se ao vento
e dobrar-se com cuidado
depositar-se na prateleira de madeira
à espera
do momento.
sábado, 21 de agosto de 2010
O cansaço lhe tirava a fome
lhe roubava o desejo de alento
decidiu ater-se aos fatos,
cansada que estava de adjetivar a vida
havia dias em que lhe roubavam
a melodia dos pensamentos
de si escutava apenas o vazio
que reverberava no sofrimento alheio
o cansaço lhe impedia
de chorar
de sorrir
de sonhar
de dormir
este cansaço era apenas
vácuo da existência
quando cansava da vida
sentia-se confortável muito longe de casa
o cansaço lhe retirava
o sentido do meu, seu, teu
era tudo e todos ao mesmo tempo
percebia o cansaço
nos sorrisos alheios
naqueles dias
poucos “bom dia”
mudavam seu dia
respondia sorrindo
mas no fundo
emudecia
e tirava rugas do tecido da vida
com vapor quente
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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Às vezes, amar é calar. Outras vezes, o silêncio fala da covardia do desamor.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Aula de natação,lição 3425: quando mentimos para nós mesmos, a tendência é produzirmos ao nosso redor uma realidade que caiba na mentira. É preciso enxergar as próprias mentiras para observar as coisas como realmente são.
Art History and Theory Lecturer at FAV/UFG. Phd in Comparative Literature (UFRGS, Brazil), Visitor Research Student at King’s College London. Master in Art History, Theory and Criticism.
I’m an artist interested in drawing, photography, poetry, embroidery and others witch could be understood under the idea of drawing in contemporary art. I also taught Art courses for 13 years at ULBRA.
Professora de história e teoria da Arte na FAV/UFG. Doutora em Estudos Literários/Literatura Comparada pela UFRGS. Pesquisadora visitante no King's College London. Mestre em História, Teoria e Crítica da Arte pela UFRGS. Bacharel em Desenho. Ex-Professora Titular no Curso de Licenciatura em Artes Visuais da ULBRA.
Me interessa uma idéia ampla de desenho. Desenho enquanto imagem e movimento mental. Desenho que se produz em imagem, em verbo e nos limites entre as linguagens. Nos limites entre a percepção e a razão. Todas as postagens (salvo indicação em contrário) são de conteúdos de minha produção plástico-verbal-visual e estão protegidos pela legislação de direitos autorais.
Contato: analuciabeck@gmail.com